quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Melhores Discos Nacionais de 2011



1º) O Segundo Depois do Silêncio - Los Porongas
Sou ultra suspeito e fã pra falar desse disco. Escrevi o release oficial. Lista é algo pessoal. Na minha, não caberia outro disco em primeiro lugar.
 2º) Samba 808 - Wado 
Não é de hoje que considero Wado um dos compositores mais talentosos da sua geração. A discografia respeitável e intensa produção do cara, não me deixa mentir. O meu predileto continua sendo "A Farsa do Samba Nublado", mas nesse disco ele juntou uma seleção de gente conhecida/talentosa (Marcelo Camelo, Chico César, Zeca Baleiro, entre outros) e o resultado é mais um conjunto de belíssimas canções. "Recompensa" é uma das mais belas do ano pra mim. "Com a Ponta dos Dedos" não fica muito atrás, assim como "Surdos da Escola de Samba". 


 3º) Nacional - Transmissor
A estréia desse grupo mineiro - Sociedade do Crivo Mútuo - serviu, entre coisas, pra mostrar que não estávamos diante de uma novidade qualquer. Até porque os músicos dessa banda possuem calos e estrada que, se bobear, lhe valeriam o status de precoces veteranos. Nacional, o segundo disco, é o disco certo, pro país errado e seu mercado musical absurdamente cruel e descompassado. Numa realidade passada, não tão distante, seria um disco pra emplacar mais de uma faixa em qualquer FM. Bola pra frente, Transmissor!


 4º) Mopho - Vol.3
Se dependesse de mim, o disco de estréia dos alagoanos do Mopho entraria em qualquer Top 5 da psicodelia rock brasileira. O segundo disco pecou pela produção e a banda desfalcada. Nesse Vol. 3, eles voltaram, praticamente, com a formação original (a exceção do vocalista e tecladista Leonardo Luiz, substituído por Dinho Zampier). "Quanto Vale Um Pensamento Seu", com participação de Wado, faz parte do meu top 5 de músicas nacionais de 2011. Mas tem muito mais nessa terceira dose de Mopho. Em 2012, fica a torcida pra que a banda circule mais pelo país.

 5º) Nó Na Orelha - Criolo
Esse foi "o" cara, na música brasileira, em 2011. Estará (já está) em várias listas de melhores do ano, provavelmente, em primeiro lugar. Mais que justo. Esse trabalho era pra ser uma despedida e deu no que deu. Será que alguém que diz curtir música não escutou a faixa "Não Existe Amor em SP", no ano que passou? Nessa lista ele aparece em quinto lugar porque não é exatamente o tipo de som que mais curto e, claro, os outros 4 discos que estão à frente me emocionaram mais. Simples, não?

 6º) Motocontínuo - China
Desde que partiu pra carreira solo, o cantor e músico China vem ensaiando fazer um bom disco. Esse é o disco. Traz participações como a de Pitty em uma das faixas e de canções sossegadas a outras mais pulsantes, como "Só Serve Pra Dançar", China acerta mão de cabo a rabo. Melhor mesmo, só ver a performance do cara, ao vivo. Ele é um frontman diferenciado, no mercado independente brasileiro.


 7º) Blubell - Eu Sou Do Tempo Em Que A Gente Se Telefonava
Só desse disco parecer ter saído de uma época em que a gente se telefonava, já mereceu minha atenção. Às vezes, fico meio de bode com a enxurrada de novas cantoras que aparece no mercado, quase todas sem aquele algo mais. No caso de Blubell o algo mais é sua linda voz de timbre pouco comum. O disco poderia ser mais regular, mas tem lá seus momentos preciosos.

 8º) Longe de Onde - Karina Buhr
Essa de novata não tem praticamente nada. Karina já está batalhando há um bom tempo na chamada cena alternativa. Seu novo disco em carreira solo, marca um novo degrau artístico alcançado. Ainda incomoda a veia "titânica" em algumas faixas, mas ela vai muito além disso. Escute com atenção.

9º) Canções de Guerra - Pública
Se o Guilherme Arantes fosse jovem e produzisse rock dos bons, acho que o som dele se pareceria com o que é feito pelos gaúchos do Pública. Nesse novo disco, eles mantém o pique, cuidado, bom gosto e a criatividade do anterior (Como Num Filme Sem Um Fim), que ainda é meu predileto. Confesso que não escutei o quanto gostaria, mas gostei muito do que ouvi. Ah, e a comparação com o Guilherme Arantes é pessoal pra caramba. É que sempre ele me assombra, nas audições do Pública. Consigo enxergar numa boa ele cantando e tocando Corpo Fechado e tantas outras do grupo.

 10º) Um Futuro Inteiro - Bonifrate
Quando forem falar do rock brasileiro psicodélico, num futuro inteiro pela frente, terão que incluir obrigatoriamente os nomes de João Paulo (Mopho) e Bonifrate. Aqui em voo solo, Bonifrate acerta a mão e conseguiu me agradar até mais, falando em resultado alcançado em disco, do que na companhia dos seus companheiros de Supercordas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Melhores discos do pop internacional em 2011

Ouvi muito mais música em 2011 do que em 2010. 2010 reservei pra ver, ouvir e acompanhar de perto o primeiro ano de vida da minha querida filhota. 

Achei 2011 um ano melhor pra música pop/independente brasileira do que pro pop feito na gringa. Mas, como ouvi mais coisa (mesmo não gostando absurdamente de nada, a não ser de alguns entre os 5 primeiros das minhas listas de melhores do ano), não foi tão difícil organizar os destaques musicais de 2011. Sem mais enrolação vamos ao que interessa, a começar pelos discos internacionais:



1º) Wasting Light - Foo Fighters
Poderia escrever mil defesas e elogios a respeito desse disco. Precisa? É o tipo do disco de rock que andava em falta no mercado. Hits! Não é de hoje que o dono da banda é bom nisso, certo? Sempre muito bem acompanhado ele conseguiu colocar em prática, mais do que nunca, o rock alternativo ou stoner rock que compartilhou com Josh Homme, no Queens of The Stone Age. Com um detalhe: tirou o alternativo e deixou só o rock.

2º) Collapse Into Now - R.E.M.
Ah, se toda grande banda conseguisse encerrar a carreira com um disco dessa grandeza! 

 
 

3º) Noel Gallagher’s High Flying Birds
Alguém ainda duvida sobre qual Gallagher merece ser ouvido e levado a sério?


4º) Circuital - My Morning Jacket
No quesito surpresa(barra)criatividade, esse seria o meu top 1. O My Morning Jacket deixou de ser uma banda interessante pra ser uma das grandes do rock norte-americano atual, graças ao repertório e aos shows da turnê de divulgação desse super disco. Mais que merecido.


5º) Timber Timbre - Creep On Creepin' On
O som é, às vezes, fantasmagórico. Passa pelo rock, folk, blues, com ar soturno. Não conhecia nada do trabalho desses canadenses até descobrir o belíssimo clipe feito para uma das faixas desse disco - Do I Have Power? Fui atrás de mais material, topei com outro clipe de outra bela música - Black Water - do mesmo disco! Fiz o download e ele veio parar aqui nesse quinto lugar, após várias audições incríveis (várias delas, em meio à forte neblina, voltando pra casa). Aí, não teve como resistir...

 

 6º) El Camino - The Black Keys
Ainda bem que 2011 acabou e El Camino só foi lançado bem no fim do ano. Com mais algumas viciantes audições, esse novo e acertadíssimo disco do grupo estaria incomodando os artistas posicionados entre a segunda e quinta colocação.


7º) Revelator - Tedeschi Trucks Band
Nada como receber de braços abertos um disco inspirado e inspirador de uma espécie de filial da Allman Brothers Band. Poder ver o show em solo brasileiro, no ano de lançamento do disco foi ainda mais incrível. Derek Trucks é um dos melhores guitarristas de blues (com destaque para sua habilidade tocando slide guitar) da atualidade. E sua mulher, Susan Tedeschi, me chama atenção, desde que eu fazia um programa de blues - o Encruzilhada - na saudosa Savassi FM. E isso faz tempo.


8º) The Whole Love - Wilco
Não está entre os melhores do Wilco, claro. Mas é Wilco, certo? E tem "Black Moon", ok? Ah, tem Art of Almost e ponto final! Veio parar aqui em 8º.



9º) Suck It And See – Arctic Monkeys
O Strokes lançou disco em 2011(rs.)? O Arctic Monkeys eu sei que lançou, quis ouvir, ouvi e gostei muito. Evolução natural do disco anterior. Não é pra salvar o rock, nem pra acabar com o hype. É um bom disco. Quer dizer, é um ótimo disco, pois é possível ouví-lo do começo ao fim e estamos falando de Arctic Monkeys, né?


10º) The King is Dead – The Decemberists
Era o meu disco predileto até enjoar, confesso. A verdade é que ele mereceria o título desse blog: já nasceu velho. E com prazo de validade meio curto. Assim como o Black Keys foi escalando posições, esse largou bem e aqui está. Tem belas músicas, fáceis, assobiáveis, lembra R.E.M. pra caramba, entre outras coisas. Mas não chega nem perto do meu predileto do grupo The Crane Wife.

Repescagem:
11º) Wounded Rhymes – Lykke Li
12º) Helplessness Blues – Fleet Foxes
13º) Smoke Rings For My Halo - Kurt Ville