1º) O Segundo Depois do Silêncio - Los Porongas
Sou ultra suspeito e fã pra falar desse disco. Escrevi o release oficial. Lista é algo pessoal. Na minha, não caberia outro disco em primeiro lugar.
2º) Samba 808 - Wado
Não é de hoje que considero Wado um dos compositores mais talentosos da sua geração. A discografia respeitável e intensa produção do cara, não me deixa mentir. O meu predileto continua sendo "A Farsa do Samba Nublado", mas nesse disco ele juntou uma seleção de gente conhecida/talentosa (Marcelo Camelo, Chico César, Zeca Baleiro, entre outros) e o resultado é mais um conjunto de belíssimas canções. "Recompensa" é uma das mais belas do ano pra mim. "Com a Ponta dos Dedos" não fica muito atrás, assim como "Surdos da Escola de Samba".
3º) Nacional - Transmissor
A estréia desse grupo mineiro - Sociedade do Crivo Mútuo - serviu, entre coisas, pra mostrar que não estávamos diante de uma novidade qualquer. Até porque os músicos dessa banda possuem calos e estrada que, se bobear, lhe valeriam o status de precoces veteranos. Nacional, o segundo disco, é o disco certo, pro país errado e seu mercado musical absurdamente cruel e descompassado. Numa realidade passada, não tão distante, seria um disco pra emplacar mais de uma faixa em qualquer FM. Bola pra frente, Transmissor!
4º) Mopho - Vol.3
Se dependesse de mim, o disco de estréia dos alagoanos do Mopho entraria em qualquer Top 5 da psicodelia rock brasileira. O segundo disco pecou pela produção e a banda desfalcada. Nesse Vol. 3, eles voltaram, praticamente, com a formação original (a exceção do vocalista e tecladista Leonardo Luiz, substituído por Dinho Zampier). "Quanto Vale Um Pensamento Seu", com participação de Wado, faz parte do meu top 5 de músicas nacionais de 2011. Mas tem muito mais nessa terceira dose de Mopho. Em 2012, fica a torcida pra que a banda circule mais pelo país.
5º) Nó Na Orelha - Criolo
Esse foi "o" cara, na música brasileira, em 2011. Estará (já está) em várias listas de melhores do ano, provavelmente, em primeiro lugar. Mais que justo. Esse trabalho era pra ser uma despedida e deu no que deu. Será que alguém que diz curtir música não escutou a faixa "Não Existe Amor em SP", no ano que passou? Nessa lista ele aparece em quinto lugar porque não é exatamente o tipo de som que mais curto e, claro, os outros 4 discos que estão à frente me emocionaram mais. Simples, não?
6º) Motocontínuo - China
Desde que partiu pra carreira solo, o cantor e músico China vem ensaiando fazer um bom disco. Esse é o disco. Traz participações como a de Pitty em uma das faixas e de canções sossegadas a outras mais pulsantes, como "Só Serve Pra Dançar", China acerta mão de cabo a rabo. Melhor mesmo, só ver a performance do cara, ao vivo. Ele é um frontman diferenciado, no mercado independente brasileiro.
7º) Blubell - Eu Sou Do Tempo Em Que A Gente Se Telefonava
Só desse disco parecer ter saído de uma época em que a gente se telefonava, já mereceu minha atenção. Às vezes, fico meio de bode com a enxurrada de novas cantoras que aparece no mercado, quase todas sem aquele algo mais. No caso de Blubell o algo mais é sua linda voz de timbre pouco comum. O disco poderia ser mais regular, mas tem lá seus momentos preciosos.
8º) Longe de Onde - Karina Buhr
Essa de novata não tem praticamente nada. Karina já está batalhando há um bom tempo na chamada cena alternativa. Seu novo disco em carreira solo, marca um novo degrau artístico alcançado. Ainda incomoda a veia "titânica" em algumas faixas, mas ela vai muito além disso. Escute com atenção.
9º) Canções de Guerra - Pública
Se o Guilherme Arantes fosse jovem e produzisse rock dos bons, acho que o som dele se pareceria com o que é feito pelos gaúchos do Pública. Nesse novo disco, eles mantém o pique, cuidado, bom gosto e a criatividade do anterior (Como Num Filme Sem Um Fim), que ainda é meu predileto. Confesso que não escutei o quanto gostaria, mas gostei muito do que ouvi. Ah, e a comparação com o Guilherme Arantes é pessoal pra caramba. É que sempre ele me assombra, nas audições do Pública. Consigo enxergar numa boa ele cantando e tocando Corpo Fechado e tantas outras do grupo.
10º) Um Futuro Inteiro - Bonifrate
Quando forem falar do rock brasileiro psicodélico, num futuro inteiro pela frente, terão que incluir obrigatoriamente os nomes de João Paulo (Mopho) e Bonifrate. Aqui em voo solo, Bonifrate acerta a mão e conseguiu me agradar até mais, falando em resultado alcançado em disco, do que na companhia dos seus companheiros de Supercordas.
Só uma coisa a dizer... TRANSMISSOR!!!*_*
ResponderExcluirVou escutar todos, incluindo aí o Los Porongas e Transmissor que já frequentam a minha vitrola. Adoro listas!
ResponderExcluirFaltou SILVA e We are Pirates, claro que ai ta a sua opinião mas essas bandas já estão conquistando um certo respeito no cenário nacional e internacional, é coisa boa!
ResponderExcluir